7 de março de 2026 15:42

janeiro 11, 2026

Brasil e Mundo

Tren de Aragua: líder dado como morto teria registrado filho no Brasil

Apontado como um dos “pais” da facção venezuelana Tren de Aragua, o traficante Johan Petrica, que já chegou a ser dado como morto pelas autoridades locais, teria transitado livremente pela fronteira com o Brasil durante anos e, inclusive, teria tido um filho de 7 anos, registrado em Roraima. O Tren de Aragua, principal organização criminosa da Venezuela, foi usado como pretexto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para invadir o país, no último dia 3de janeiro, e capturar o ditador Nicolás Maduro. Em julho de 2024, o Departamento de Estado dos Estados Unidos chegou a oferecer U$ 4 milhões por informações que ajudassem a localizar Petrica, apontado como um dos três líderes fundadores do Tren de Aragua. De acordo com a jornalista venezuelana Roanna Rísquez, especialista no grupo criminoso, o atual líder, Héctor Rusthenford Guerrero Flores, o Ninõ Guerrero, se refere a Petrica como “papá” (pai, em espanhol). “Para muitos conhecedores do Tren de Aragua, Johan Petrica é o verdadeiro chefe da organização, o ideólogo do modelo de governança criminosa que começou em Tocorón e depois se estendeu a San Vicente e Las Claritas (principais comunidades dominadas pelo grupo)”, afirma a autora no livro “El Tren de Aragua: La banda que revolucionó el crimen organizado en América Latina”, publicado em 2023. Petrica desapareceu temporariamente da cena pública venezuelana em 2015, após uma ocupação policial à comunidade de San Vicente, principal reduto do Tren de Aragua fora do sistema prisional. De acordo com as investigações, ele teria migrado para o sudeste do país, na região de Las Claritas, no estado de Bolívar, que faz fronteira com o norte de Roraima, e passado a transitar sem restrições pela região. Segundo Roanna Rísquez, ele teria ficado conhecido na região por um outro nome, Viejo Darwing, ou simplesmente El Viejo. Anos depois, apresentados a fotos de Petrica, moradores da região teriam confirmado que se tratava da mesma pessoa. Em Las Claritas, uma das principais áreas de exploração de ouro na Venezuela, ele teria retomado seu passado como líder sindical de mineradores e começado a liderar as atividades criminosas do Tren de Aragua relacionadas ao garimpo. Filho brasileiroNo livro “El Tren de Aragua: La banda que revolucionó el crimen organizado en América Latina”, a jornalista Roanna Rísquez descreve um episódio em que autoridades brasileiras pediram para uma colega verificar pedidos de registros de venezuelanos, no início de 2022. Entre eles, um homem que tentava registrar o filho, na época de 4 anos. Os brasileiros suspeitavam que se tratava-se de um criminoso. A jornalista narra que ao ler a mensagem, que mencionava Yohan José Romero, identificou que era Johan Petrica. Não há informação sobre se o próprio traficante apontado como líder do Tren de Aragua teria participado diretamente da tentativa de registro do filho, ou se outra pessoa teria ficado encarregada. ExpansãoAssim como fez o Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo a partir do início dos anos 1990, o Tren de Aragua, que também surgiu no sistema prisional, estendeu seus domínios pela Venezuela a partir da soltura e da transferência de presos para outras unidades prisionais. Em um segundo momento, a crise migratória no país e o refúgio oferecido por países vizinhos permitiram que o grupo avançasse pela América do Sul. No Brasil, por exemplo, autoridades estimam que o Tren de Aragua esteja presente em pelo menos seis estados — além de Roraima, também em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A facção teria firmado uma parceria com o PCC para garantir o abastecimento com segurança da droga andina às rotas que abastecem diversos estados brasileiros e o tráfico internacional.

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Boa Vista lidera ranking nacional de capitais brasileiras com melhor serviço público

Localizada no extremo Norte do País, Boa Vista se destacou na 1ª posição entre as capitais brasileiras com melhor serviço público do Brasil, de acordo com a pesquisa divulgada pelo Instituto Veritá. A avaliação analisou 51 indicadores apresentando dados inéditos, colocando em evidência a capital roraimense.  Entre as áreas mais bem avaliadas que garantiram a satisfação dos moradores se destacam: limpeza urbana e zeladoria, educação e lazer. Com uma nota média 6.7, a cidade superou grandes capitais como Curitiba e Vitória, que ficaram em 2º e 3º lugar, respectivamente.  Os serviços de coleta de lixo, merenda escolar, paisagismo, conservação de praças e jardins também foram destaque, alcançando nota média 8 na avaliação nacional.  A pesquisa ocorreu em dezembro e mais de 100 mil pessoas foram ouvidas. Dentre elas, 800 são moradoras de Boa Vista.  O prefeito Arthur Henrique destacou que o resultado da pesquisa reflete o trabalho que o cidadão boa-vistense percebe no dia a dia da cidade. “O trabalho de zeladoria, limpeza e urbanização em geral é levado muito a sério pela gestão, mas a contribuição das pessoas é fundamental para manter a ordem e garantir uma cidade com qualidade de vida para todos”, disse. Capital da Primeira Infância, Boa Vista destaca-se pelo investimento nos serviços de educação, assegurando qualidade de ensino aos estudantes da capital. Além disso, as praças e ruas da cidade encantam moradores e turistas, resultando na valorização dos moradores e qualidade de vida. 

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