7 de março de 2026 19:09

janeiro 6, 2026

Últimas notícias

Autoridades em Roraima manifestam preocupação com a vinda de novos imigrantes da Venezuela

Depois que o Governador de Roraima, Antonio Denarium (PP) sugeriu o fechamento da fronteira do Brasil com a Venezuela, autoridades políticas e órgãos públicos se manifestaram sobre um possível êxodo de imigrantes do país vizinho para o território brasileiro. A Defensoria Pública do Estado de Roraima (DPE-RR) informou à imprensa preocupação com os possíveis impactos humanitários e alerta para o risco de um novo aumento no fluxo migratório pela fronteira norte do Brasil. Para o órgão, o estado enfrenta limitações estruturais históricas nas áreas de saúde, assistência social, educação e acolhimento. Um aumento rápido da demanda pode sobrecarregar os serviços públicos, com impactos mais imediatos em Pacaraima e Boa Vista. “Roraima tende a sentir esse impacto de forma direta, por concentrar a principal entrada terrestre no Brasil, especialmente pelo município de Pacaraima. Pessoas em situação de maior vulnerabilidade, como crianças e adolescentes, mulheres, povos indígenas transfronteiriços, pessoas idosas, pessoas com deficiência e a população LGBTQIAPN+ costumam enfrentar mais dificuldade para acessar saúde, proteção social, documentação e acolhimento”. A DPE-RR sugeriu que aconteçam ações coordenadas entre os Governos Federal, Estadual e Municipais, para que se tenha um reforço da Operação Acolhida, o fortalecimento das redes de saúde, educação e assistência social em Roraima, a ampliação do processo de interiorização e mobilização de recursos humanos, financeiros e logísticos. Para o Defensor Público-Geral, Oleno Matos, disse que são necessárias medidas preventivas, com foco na proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade e na preservação da capacidade dos serviços públicos em Roraima. “Traçamos cenários de possibilidades. Seja um cenário em que os Estados Unidos, Europa ou outros países bloqueiem a Venezuela, em relação a negociações; seja um cenário em que a Venezuela receba ataques ou cenário de invasão do território vizinho. Roraima vai sofrer nessas situações e sentimos sim a ausência do Governo Federal”. Impactos em Boa Vista No mesmo sentido, o Vereador de Boa Vista, Bruno Perez (MDB), tem alertado ao longo dos anos sobre os impactos da imigração na capital Boa Vista. Para ele, esse é um problema antigo que precisa ser resolvido pelo Governo Federal. “A crise na Venezuela tem mais de uma década, e nesse mesmo período, Roraima tem recebido milhares de imigrantes em busca de emprego, cidadania, saúde e educação. Essas pessoas precisam de suporte, mas um país não cabe em um estado, e quem paga a conta é o Governo e a Prefeitura, além das ONGs, porque o Governo Federal ainda não se envolveu com a imigração de forma efetiva”. Governo articula com Exército O Governador de Roraima, Antonio Denarium, se reuniu na segunda-feira, 5/1, com o Comandante do Comando Militar da Amazônia (CMA), general de Exército Viana Filho, para o fortalecimento da integração entre as forças estaduais de segurança e o Exército Brasileiro, especialmente no acompanhamento e monitoramento da faixa de fronteira. O general Viana Filho ressaltou que a visita faz parte de uma agenda institucional de rotina e avaliou positivamente o cenário observado na fronteira. “Estamos visitando a 1ª Brigada e aproveitamos para conhecer o pelotão de fronteira em Pacaraima, onde constatamos situação de normalidade. A integração entre as forças de segurança e o Exército gera tranquilidade, com fluxo migratório dentro da normalidade”, afirmou. A reunião marcou ainda a primeira visita institucional de 2026 do comandante do CMA ao Governo de Roraima. Participaram do encontro o vice-governador Edilson Damião, o comandante do Exército em Roraima, general de brigada Roberto Pereira Angrizani e o chefe da Operação Acolhida, general Santos, além de representantes da cúpula da segurança pública estadual. Durante o encontro, as autoridades reafirmaram o compromisso de ampliar ações de inteligência e monitoramento preventivo. Na fronteira, no município de Pacaraima, o foco do Exército Brasileiro permanece sendo o monitoramento e a entrada de ilícitos no Brasil.

VER COMPLETO »
Últimas notícias

Prefeitura prorroga inscrições do Processo Seletivo da Educação para motorista

Candidatos podem se inscrever até às 15h do dia 7 de janeiro de 2026 A Prefeitura de Boa Vista prorrogou o prazo de inscrições do Processo Seletivo da Secretaria Municipal de Educação (SMEC), referente ao Edital nº 003/2025/PMBV/SMEC, destinado ao cargo de motorista para atuação nas áreas rural e indígena do município. Além da alteração no cronograma de execução, a administração municipal publicou, na edição do Diário Oficial do Município desta segunda-feira, 5, a retificação do edital, referente aos critérios de classificação dos candidatos e aos requisitos mínimos exigidos para o cargo de motorista. Com a prorrogação, os interessados podem se inscrever até às 15h do dia 7 de janeiro de 2026. As inscrições devem ser feitas exclusivamente de forma on-line, por meio do site: https://concursos.boavista.rr.gov.br/

VER COMPLETO »
Últimas notícias

Venezuelanos no Brasil ainda demonstram incerteza sobre momento político no país vizinho

O clima de incerteza política na Venezuela também reflete em decisões que imigrantes que vivem no Brasil podem adotar daqui para frente. Após os acontecimentos que incluem bombardeios no país vizinho e o sequestro de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, alguns venezuelanos em Roraima conversaram com a Cenarium e relataram que ainda preferem esperar os desdobramentos políticos no país de origem. A Venezuelana Roxana Guardian, está no Brasil há 7 anos, ela trabalha com manicure em um salão de beleza em Boa Vista, capital de Roraima, e disse que ainda não é o momento de voltar, mas que deve deixar o Brasil rumo à Venezuela caso as coisas melhorem. “Temos a expectativa de voltar, mas não agora, porque é um novo processo que está iniciando no meu país. Temos que esperar tudo acontecer, porque lá ainda tem muitos corruptos no poder, mas eu quero voltar porque minha mãe e meu filho estão lá”. Josué Hernandez é trabalhador da construção civil e comentou que para voltar à Venezuela é preciso que militares apoiadores de Maduro também deixem o governo. “Nicolás Maduro nunca foi presidente da Venezuela, sempre foi um ditador. Temos certeza que ele perdeu as últimas eleições. Agora ainda existem muitas pessoas que precisam sair do poder, como o Ministro da Defesa e outros militares que ainda são leais ao Maduro. Estou há quatro anos no Brasil para melhorar de vida, sou muito agradecido aos brasileiros por terem aberto as portas e todo apoio com emprego, mas penso em ficar mais dois anos por aqui e depois voltar”, explicou. Já o roraimense Júlio César Liberal, disse que agora a Venezuela vai se recuperar social, econômica e politicamente. “Estamos vendo uma transformação no país vizinho. Agora o povo venezuelano pode se livrar de um regime ditatorial e recomeçar suas vidas. É um processo demorado, mas eu creio que começando pela política, a economia e o contexto social sejam impactos de forma positiva”, opinou. Imigração em números De acordo com dados do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Roraima possui 81.766 moradores nascidos em outros países, o que corresponde a 12,84% dos 636.707 habitantes do estado. O número coloca Roraima na liderança nacional nesse indicador e reflete o impacto direto da crise enfrentada pela Venezuela ao longo da última década. Pacaraima, município localizado na fronteira com a Venezuela, é o principal ponto de acesso dos migrantes ao território brasileiro. Na cidade, estrangeiros representam 36% da população, o equivalente a 7.010 pessoas entre os 19.305 moradores. Em Boa Vista, capital do estado, a presença de imigrantes também é expressiva. São 62.709 moradores de outros países, o que corresponde a 15,17% dos 413.486 habitantes do município. Ainda segundo o IBGE, 77.563 venezuelanos vivem atualmente em Roraima, o que representa 98,24% de toda a população estrangeira do estado. Outras nacionalidades aparecem em números menores, como guianenses (1.679 pessoas) e colombianos (347). Em Roraima, o avanço da migração venezuelana gera impactos diretos em áreas como saúde, educação, assistência social, habitação e mercado de trabalho.

VER COMPLETO »