7 de março de 2026 15:43

dezembro 20, 2025

Brasil e Mundo

STF autoriza buscas, apreensões e quebra de sigilos em investigação sobre uso irregular de cota parlamentar

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a realização de buscas e apreensões, bem como o afastamento dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de pessoas físicas e jurídicas investigadas por suposto desvio de recursos públicos por meio da cota parlamentar. As medidas foram determinadas pelo ministro Flávio Dino no âmbito da Petição (PET) 14918, que apura indícios de crimes como peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Na decisão, o Tribunal considerou haver indícios robustos de movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica declarada dos investigados – que incluem os deputados federais Carlos Jordy (licenciado) e Sóstenes Cavalcante – além de operações fracionadas e repasses sem identificação de origem ou destinatário. Segundo os autos, há suspeitas de utilização de empresas de fachada para simular contratos de locação de veículos pagos com recursos da cota parlamentar, bem como de pagamentos realizados “por fora”, sem registros oficiais. O STF também autorizou o compartilhamento das provas obtidas com a Receita Federal do Brasil, para fins de apuração de eventuais irregularidades fiscais, mas indeferiu, neste momento processual, o envio dos elementos à Advocacia-Geral da União. De acordo com a decisão, a medida visa preservar a unidade e a eficácia da investigação, que ainda se encontra em fase de aprofundamento. As diligências deverão ser realizadas de forma coordenada, no prazo de 45 dias, e abrangem a apreensão de documentos, equipamentos eletrônicos e dados armazenados em dispositivos e serviços de nuvem. O levantamento do sigilo da decisão foi autorizado após a execução das medidas ostensivas determinadas.

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Guarda Municipal orienta ambulantes durante as festas de fim de ano

Com o aumento da movimentação comercial neste fim de ano, a Guarda Civil Municipal (GCM), intensificou o patrulhamento preventivo e comunitário na zona Oeste de Boa Vista. Nesta sexta-feira, 19, orientaram ambulantes na Av. Ataíde Teive, numa ação em parceria com a Empresa de Desenvolvimento Urbano e Habitacional (EMHUR) e com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SEMADS). “A iniciativa tem como objetivo facilitar a circulação de pedestres, evitar a ocupação indevida das calçadas e da pista de rolamento por ambulantes. Eles podem vender os seus produtos aos domingos, quando a via é interdita para a Feira do Garimpeiro”, explicou o secretário adjunto de Segurança e Ordem Pública, Antônio Carvalho Filho. A prestação de serviços em vias e logradouros públicos, incluindo calçadas durante a semana, depende de licença emitida pelo município. Os comerciantes podem utilizar parte do espaço das calçadas, desde que seja mantida uma faixa livre para a circulação segura de pedestres, com largura mínima de 1,20 metro, ou 1,50 metro em áreas de grande fluxo. A legislação municipal tem como finalidade garantir a acessibilidade, a mobilidade urbana e a segurança, sendo proibida a obstrução indevida das vias públicas, o que pode resultar na aplicação de penalidades previstas em lei. Em novembro, a EMHUR fez o cadastramento e recadastramento de ambulantes de Boa Vista. Cerca de 400 carteirinhas foram emitidas e entregues aos trabalhadores aptos a atuar nos espaços públicos da capital. Com validade de 12 meses, contendo informações como local de atuação e atividade principal, o documento permite que os trabalhadores individuais atuem de forma legalizada e organizada na cidade. Em 2026 serão divulgadas novas ações para cadastramento, pela Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública (SMSOP).

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