8 de março de 2026 06:15

dezembro 4, 2025

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NATAL DA PAZ 2025 – Com mais de 1.500 participantes, ensaios gerais anunciam espetáculo inesquecível

Evento acontecerá às 19h do próximo sábado, 6, na Praça Aderval da Rocha Ferreira Os últimos ensaios para o grande espetáculo Natal da Paz 2025 estão ocorrendo nesta semana, sempre a partir das 18h, na Praça Aderval da Rocha Ferreira, no bairro Pintolândia. O evento, que está na sua 12ª edição, ocorre neste sábado, 6, a partir das 19h, e reunirá mais de 1.500 participantes, incluindo integrantes de projetos sociais, servidores municipais, músicos e bailarinos. O presidente da Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura (Fetec), Dyego Monnzaho, destaca que o evento cresce a cada ano. Ele orienta o público a chegar cedo no dia 6, pois a expectativa é reunir 30 mil pessoas. “É um espetáculo gratuito, com aproximadamente duas horas de duração. Neste ano, o tema é inspirado nas óperas, então os artistas cantam, dançam e interpretam em cena. A maior parte do elenco é formada por artistas da própria cidade. É uma apresentação rica, completa e realizada a céu aberto, com elementos lúdicos e mensagens positivas que representam muito bem este período tão especial que é o Natal”, afirmou o presidente. Espetáculo apresenta 19 músicas inéditas em uma ópera popular. Esse ano, o Natal da Paz vem com o tema “A jornada de todos nós – Uma ópera de Natal”. Segundo o diretor musical Davi Nunes, o público poderá acompanhar 19 músicas inéditas, divididas em três atos, que compõem uma grande ópera popular. O último ensaio acontecerá na sexta-feira, 5, a partir das 18h. Ele explica que o trabalho começa no início do ano, com a definição do tema, seguido pela construção da dramaturgia, divisão das cenas, composição das músicas, instrumentação e gravação de cada melodia para sincronizar orquestra, coral e dança “O espetáculo vai apresentar momentos de rock, músicas épicas, eruditas e populares, que certamente vão emocionar o público. Além disso, o trabalho musical valoriza a evolução da orquestra e dos corais. Queremos prestigiar todos que fazem parte do Natal da Paz e temos certeza de que o público vai se encantar”, destacou o diretor musical. Texto: Wandilson Prata

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Roraima conquista primeiro lugar no Prêmio Nacional de Turismo 2025

Roraima alcançou um marco histórico ao conquistar o primeiro lugar no Prêmio Nacional de Turismo 2025, durante cerimônia realizada nesta quarta-feira, 3, em Brasília (DF). A premiação reconhece iniciativas que se destacaram ao longo do ano e reuniu entes públicos, empresas privadas e organizações do terceiro setor de todo o país. O Estado participou da fase final com três iniciativas selecionadas, resultado do fortalecimento das políticas públicas de turismo e da articulação com o trade local. Ao todo, Roraima inscreveu dez propostas em diferentes categorias, contemplando ações da Secult (Secretaria de Cultura e Turismo) quanto de empresas e entidades do trade turístico. A solenidade contou com a presença do ministro do Turismo, Celso Sabino, além de autoridades roraimenses, como o secretário adjunto da Secult, Sandro Baré, o deputado federal Defensor Stélio Dener e a deputada estadual Ângela Águida Portella. A Comunidade Indígena Kauwê, de Pacaraima, foi a vencedora na categoria Turismo de Base Comunitária, consolidando-se como referência nacional. Desde 2019, a comunidade desenvolve práticas de etnoturismo sob coordenação do Departamento de Turismo da Secult. Em agosto, a comunidade já havia sido premiada com o Prêmio Vitrine do Turismo Responsável. A experiência turística inclui a Rota do Café Artesanal, trilhas ecológicas, gastronomia makuxi, saberes tradicionais, oficinas culturais e rituais como pinturas corporais com urucum, em uma vivência que une sustentabilidade, ancestralidade e interação direta com a natureza.

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Polícia Civil participa de capacitação da ONU voltado para investigação de crimes Ambientais

Quatorze policiais da PCRR (Polícia Civil de Roraima) estão participando do Edifica III (Estudo de Descapitalização e Investigação Financeira de Crimes Ambientais), promovido pelo UNOD (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime no Brasil), em parceria com a PF (Polícia Federal). A capacitação iniciou dia 1° de dezembro e segue até 5 de dezembro, em Cuiabá (MT). Conforme a delegada Magnólia Soares, titular da DECOR (Divisão Especial de Combate a Corrupção) e coordenadora do Lab-LD/PCRR (Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro), essa capacitação reforça o compromisso da instituição em aprimorar técnicas de investigação, especialmente no enfrentamento a núcleos financeiros de organizações criminosas que exploram ilegalmente o meio ambiente. Esses quatorze policiais estão sendo treinados para atuar à frente de investigações financeiras de crimes ambientais. A missão aqui é aprimorar os conhecimentos e aprender como funciona o fluxo do dinheiro do crime organizado que financia o desmatamento e a mineração ilegal no país. Estamos elevando o padrão de investigação da nossa equipe não só para proteger a Amazônia, mas reverter esse conhecimento na proteção dos nossos biomas e na repressão à atividade ilegal em Roraima”, pontuou Magnólia. As disciplinas oferecidas no curso contemplam fundamentos teóricos e práticas investigativas com o uso de ferramentas tecnológicas comerciais ou desenvolvidas pela própria Polícia Federal. Entre os temas estão a identificação de ativos e bens provenientes de atividades ilícitas ambientais, como extração ilegal de minérios, desmatamento e biopirataria; rastreamento do fluxo financeiro de organizações criminosas e aplicação de medidas judiciais de descapitalização, visando desmantelar a estrutura econômica dos grupos criminosos. Segundo a delegada, o curso tem como base o CIAF (Curso Internacional de Investigação e Análise Financeira) e o CIRA (Curso de Inteligência e Recuperação de Ativos), desenvolvidos pela Divisão de Repressão aos Crimes Financeiros e pela Divisão de Repressão à Lavagem de Dinheiro, unidades da Polícia Federal do Brasil, sob a supervisão da CGR (Coordenação Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro). As metodologias adotadas são consideradas fundamentais para análises financeiras e patrimoniais modernas.

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“Passou mal” – Ex-prefeito Joner Chagas é levado ao Hospital Geral de Roraima 

Preso pela Polícia Federal na última semana, o ex-prefeito de Bonfim, Joner Chagas (Republicanos), passou mal nesta quinta-feira, 4, na Cadeia Pública de Boa Vista e foi encaminhado para o Hospital Geral de Roraima (HGR). Ele estaria preso na ala de doentes onde, teoricamente, é mais confortável.  Como apurado pelo “O Caburaí”, Joner chegou a ser vacinado nesta terça-feira, 2, durante uma ação de saúde que ocorreu na unidade prisional. O político tem diabetes e esse pode ser o motivo de sua internação.  Ele é acusado de fazer parte de um esquema de desvio de verbas públicas na prefeitura do Bonfim, interior de Roraima. A investigação começou após pessoas ligadas a ele sacarem cerca de meio milhão de reais em uma agência bancária. O valor foi apreendido pela PF.  Um dia após a prisão, uma foto de Joner chamou atenção. Na imagem, divulgada nas redes sociais e em blogs, é possível perceber o ex-prefeito com um sorriso disfarçado. Após a polêmica, o cabelo de Joner foi raspado. 

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‘Ilhados’, indígenas de Roraima pedem terras maiores para frear impacto da soja

UM DOS SONHOS de Leirejane Macuxi, liderança da comunidade indígena Morcego, em Roraima, é a retomada de uma área próxima, rica em bens naturais, como igarapés, usados tradicionalmente por seu povo. Conhecido como Lago da Praia, em 2009 o local foi invadido por posseiros — pessoas que ocupam e cultivam a terra sem ter o título de propriedade. Na época, seu pai, Jairo Macuxi, falecido em 2017, foi linha de frente na luta pela permanência no território. Mas a família teve de deixar a região em razão das ameaças e após verem sua casa ser incendiada. “É um sonho que a gente não deixa para trás. A gente não quer que ele morra, porque sabe que é a única garantia de vida para as futuras gerações”, diz Leirejane. Formada por 73 famílias dos povos Macuxi e Wapichana — cerca de 285 pessoas —, a comunidade Morcego fica a 60 km da capital Boa Vista, dentro da TI (Terra Indígena) Serra de Moça, uma das 28 do estado demarcadas em “ilhas”. Ou seja, TIs pequenas, fragmentadas e desconectadas de outros territórios semelhantes. Roraima tem, ainda, cinco terras indígenas demarcadas em áreas contínuas, quando o território tem uma faixa de terra maior e sem interrupções. Foi por causa desse modelo de demarcação — em ilha — que Morcego perdeu o Lago da Praia e, consequentemente, o acesso a bens naturais essenciais para seu modo de vida. Como agravante, a comunidade sofre com o avanço da monocultura de soja em seu entorno, que vem causando transtornos como o forte barulho das máquinas agrícolas, poeira nas casas e contaminação por agrotóxicos. ‘Ilhas’ pressionadas No entanto, a comunidade de Leirejane não é exceção no estado. Segundo um estudo inédito do Programa de Formação em Ecologia Quantitativa do Instituto Serrapilheira, elaborado com exclusividade para a Repórter Brasil, há plantações de soja no entorno de 26 das 33 TIs de Roraima —, quase 80% do total, ou quatro em cada cinco. Destas, 24 são demarcadas em “ilhas”. Entre 2017 e 2024, a área destinada para o cultivo do grão no estado cresceu mais de seis vezes, na esteira de incentivos públicos estaduais e no aumento da demanda. De acordo com o levantamento, as lavouras de soja estão proporcionalmente mais concentradas em torno das TIs demarcadas em ilha do que nas estabelecidas em territórios contínuos. Os autores do estudo calcularam um índice de expansão da soja baseado na proporção da área ocupada pelo grão em relação às áreas totais da TI e do entorno. Avanço do cultivo de soja no entorno das terras indígenas de Roraima entre 2013 e 2023 A maior proporção encontrada foi na TI Sucuba, no município de Alto Alegre, com 32,1% de soja em relação à sua área total, seguida por Bom Jesus (15,3%) e Jaboti (14,3%), ambas no município do Bonfim e demarcadas em ilha. Na TI Serra de Moça, a relação é de 1,53%. Como comparação, as TIs Raposa Serra do Sol e São Marcos, ambas demarcadas em área contínua, tem 0,1% e 0,4% de soja no entorno, respectivamente. A Repórter Brasil questionou o governo de Roraima sobre quais medidas estão sendo tomadas para diminuir os impactos da soja no entorno das TIs em ilhas, mas não recebeu uma resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para futuras manifestações. Terras indígenas fragmentadas obrigam as comunidades a atravessar áreas não indígenas para acessar recursos naturais ou outras terras, e tem efeitos significativos na biodiversidade, segundo a pesquisa do Programa de Ecologia Quantitativa do Instituto Serrapilheira. A discussão sobre o tipo de demarcação dominou o processo de homologação da TI Raposa Serra do Sol, no nordeste de Roraima. Sua demarcação contínua foi confirmada em 2009 pelo plenário do STF (Supremo Tribunal Federal), por 10 votos a 1. Terras indígenas representam 46% da área total de Roraima, e as demarcadas em ilha ocupam somente 5%. Proporcionalmente, o estado tem a maior população indígena do país (13,6%). Em números absolutos, é a quinta maior população indígena entre os estados brasileiros, com 97.320 pessoas. Texto: Samantha Rufino

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Tribunal de Contas do Estado apura suposta irregularidade em contratação milionária da Caer

O Tribunal de Contas de Roraima (TCE-RR) iniciou investigações para apurar supostas irregularidades na condução de pregão realizado pela Companhia de Águas e Esgotos de Roraima (Caer). No Pregão Presencial, apenas dois laboratórios participaram do processo licitatório. A saber, uma empresa apresentou o valor de R$2.581.206,00, enquanto que ganhou a licitação propôs R$3.361.038.00. O objetivo do processo licitatório foi a contratação de laboratório para realização de serviços de coletas e análises de maior complexidade. Isso, nas frequências mensais, bimestrais, trimestrais e semestrais em amostras de águas bruta, tratada e esgoto tratado, na Capital e demais Municípios. A Caer desclassificou o laboratório que apresentou a menor proposta para executar o serviço “pelo fato da representante não ter enviado a procuração assinada de forma digital”, de acordo com a ata do Pregão. Ainda com informações da ata, até a finalização da etapa de registro “o documento solicitado não foi enviado, motivo pelo qual não foi possível efetuar o credenciamento da empresa”. A representante do laboratório não concordou com a decisão e proferiu acusações contra a Caer. Assim, informou que a empresa enviou os documentos por e-mail anteriormente, conforme edital. Com isso, alegou ainda que a entrega da documentação nos Pregões Presenciais devem acontecer em sessão pública, desconsiderando os documentos encaminhados por outros meios digitais. Em ata, a Companhia alegou que orientou o envio do arquivo eletrônico da procuração digital, mas que a empresa não atendeu em tempo hábil. Com isso, a partir de um ajuste na proposta comercial, a segunda empresa venceu o processo licitatório no valor de R$3.045.822,00.  Com informações do Roraima em Tempo

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