9 de março de 2026 22:10

dezembro 3, 2025

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Empreendedoras de Boa Vista ampliam vendas e conquistam novos públicos com apoio da AME

Criada em 2022, agência busca fortalecer pequenos negócios da capital O crescimento nas vendas e a conquista de novos clientes têm marcado a rotina de empreendedores beneficiados pela Agência Municipal de Empreendedorismo (AME BV). Criada pela Prefeitura de Boa Vista em 2022, a instituição tem potencializado pequenos negócios da capital ao oferecer suporte para que empreendedores expandam sua atuação e alcancem maior visibilidade. A artesã Ana Paula Guedes Pereira, de 52 anos, é um exemplo. Especializada em bijuterias artesanais, ela viu sua produção ganhar novo ritmo e o faturamento aumentar desde que passou a atender em um ponto fixo. Depois de anos dedicados a vendas online e participação em feiras e bazares, a consolidação em um espaço permanente trouxe estabilidade e ampliou sua presença no mercado. “Antes, eu vendia pela internet, participava de feiras, bazares e em praças. Tudo o que aparecia, eu aproveitava para divulgar minhas peças. Agora, há quatro meses estou em um box, um espaço maravilhoso concedido pela AME no Mercado Municipal São Francisco. Isso melhorou bastante o meu negócio”, contou. Com brincos que variam de R$ 30 a R$ 55 e conjuntos entre R$ 49,90 e R$ 149,90, Ana Paula destaca que a visibilidade da loja física fortaleceu sua marca e atraiu clientes fidelizados. A empreendedora Ana Clécia Gomes de Araújo, de 53 anos, também comemorou um salto significativo nas vendas dos produtos de decoração para a casa. Após anos atuando exclusivamente no ambiente virtual e em feiras, ela avalia que a nova fase trouxe resultados expressivos e uma relação mais próxima com o público. Ter um espaço físico, com a minha cara, é muito gratificante. Aqui é uma experiência totalmente diferente. Recebo muitos turistas, o ambiente é aconchegante e as pessoas se sentem à vontade”, conta. Segundo ela, o atendimento diário criou laços com os consumidores. “Muitos vêm, fazem suas compras, tomam um cafezinho e ficam aqui na poltrona que deixo reservada. A gente conversa, cria vínculos, faz amizade. Estou muito feliz e realizada com esse novo momento” agradeceu. Segundo a diretora-presidente da AME, Luciana Surita, o objetivo da agência é justamente estimular o crescimento dos pequenos negócios. A prefeitura incentiva o empreendedorismo com medidas de apoio, como isenções e descontos para permissionários, especialmente em momentos de crise. “Além do recurso financeiro, damos possibilidades para que eles fomentem seus empreendimentos, criando condições para que aumentem suas vendas. Histórias como as da Ana Paula e Ana Clécia, demostram a missão da AME que é transformar iniciativas individuais em negócios sólidos, prósperos e cada vez mais presentes no dia a dia da cidade”, explicou.AME BV Desde sua criação, a AME BV já investiu mais de R$ 8 milhões em micro e pequenos empreendimentos, beneficiando mais de 2 mil empreendedores. Além do crédito orientado, a instituição oferece capacitações, mentorias e oportunidades de exposição em grandes eventos, contribuindo diretamente para o crescimento econômico de Boa Vista. Texto: Ráyra Fernandes

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MPRR realiza reunião com a SEED para tratar da construção de escola em comunidade indígena de Normandia

Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR), por meio do Grupo de Atuação Especial de Vítimas, Minorias e Direitos Humanos (GAEVI-MDH), a Promotoria de Justiça de Bonfim e a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, realizaram na última sexta-feira, 28 de novembro, uma reunião institucional para tratar da construção do prédio escolar Índio Hermínio Paulino, na Comunidade Indígena Vizela. O encontro contou com a presença dos Promotores de Justiça, André Paulo dos Santos Pereira, coordenador do GAEVI-MDH, Luiz Antônio de Souza, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, Nedson Brilhante, promotor na comarca de Bonfim, do Secretário de Educação do Estado, Mikael Cury-Rad, e a liderança da comunidade indígena, tuxaua Gardênia Lima Paulino. Durante a reunião, foram discutidas estratégias de articulação interinstitucional e a necessidade de construção da escola para educação infantil na comunidade indígena Vizela. Os Promotores de Justiça e o Secretário da SEED ouviram a liderança indígena sobre a demanda. O coordenador do GAEVI-MDH afirma que o Ministério Público tem buscado o diálogo intercultural permanente com os povos indígenas, buscando conhecer suas necessidades, seus pontos de vista e o respeito aos seus direitos fundamentais, como a educação. “Nós apresentamos ao Secretário de Educação as demandas educacionais da Comunidade Indígena Vizela, em busca de estratégias de resolução extrajudicial efetiva. Nos próximos meses a demanda será acompanhada e o diálogo mantido com a comunidade e o Governo Estadual, até que haja a efetiva construção”, concluiu o Promotor de Justiça.

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Procuradoria da Mulher leva debate sobre relacionamento abusivo à Escola Estadual Wanda David Aguiar

A Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal de Boa Vista realizou, nesta terça-feira, 2/12, uma roda de conversa na Escola Estadual Wanda David Aguiar, abordando um tema essencial para a proteção das jovens: o reconhecimento e a prevenção de relacionamentos abusivos. A ação foi conduzida pela Procuradora da Mulher, Pra. Carla Messias, acompanhada da Psicóloga Maíne Ferreira, que dialogaram com estudantes sobre sinais de alerta, autocuidado e formas de buscar ajuda. Diante de uma plateia atenta, Pra. Carla destacou que levar essa conversa para dentro das escolas é uma missão urgente. “Muitas situações de abuso começam de forma silenciosa, às vezes disfarçadas de ciúmes ou ‘cuidado’. Precisamos fortalecer nossas meninas e nossos meninos para que reconheçam esses padrões e saibam que não estão sozinhos. A escola é um ambiente fundamental para essa conscientização”, afirmou. A psicóloga Maíne Ferreira reforçou a importância de abordar o tema com linguagem acessível e próxima da realidade dos adolescentes. “Quando falamos diretamente com os jovens, conseguimos quebrar mitos e esclarecer que relacionamento saudável não controla, não diminui e não machuca. Eles têm sede de informação e precisam de referências que os ajudem a construir vínculos mais seguros e respeitosos”, explicou. A ação integra as atividades permanentes da Procuradoria da Mulher, que tem intensificado a presença nas escolas para promover prevenção à violência doméstica, orientação e acolhimento durante os 21 dias de Ativismo. A iniciativa reforça o compromisso do órgão com a formação de uma geração mais consciente, capaz de identificar abusos e buscar apoio de forma segura. O encontro foi marcado por troca de experiências, perguntas dos estudantes e distribuição de materiais informativos. A Procuradoria reafirmou que o diálogo continuará nos próximos meses, ampliando a rede de proteção e levando informação a mais unidades de ensino. “Nosso trabalho não é apenas combater a violência, mas prevenir. E a prevenção começa pela educação”, concluiu Pra. Carla.

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Júri de Caracaraí conclui julgamento de feminicídio em nove meses

Em sintonia com o esforço nacional do Poder Judiciário para acelerar julgamentos de crimes dolosos contra a vida, a Comarca de Caracaraí realizou, em 27 de novembro, um júri que chamou atenção pela rapidez e precisão processual. Exatos nove meses após o crime, o Tribunal do Júri condenou um homem por feminicídio qualificado, consolidando uma das tramitações mais céleres do ano no estado. A iniciativa integra as ações do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) no Mês Nacional do Júri, instituído pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que concentra em novembro julgamentos de maior gravidade — especialmente aqueles relacionados a feminicídio e violência de gênero. O julgamento foi conduzido pela juíza titular da Comarca, Noêmia Cardoso Leite de Sousa. A acusação ficou a cargo da promotora de Justiça Vanessa Rende Queiroz, enquanto a defesa foi exercida pela defensora pública Maria das Graças Barbosa Soares. Ao final da sessão, a magistrada destacou a relevância do resultado. “Concluir este julgamento exatamente nove meses após os fatos demonstra o compromisso desta Comarca com uma prestação jurisdicional ágil e tecnicamente responsável. Mostramos que rapidez e rigor caminham juntos.” O Conselho de Sentença condenou o réu a 26 anos e 8 meses de reclusão pelo feminicídio. A celeridade do caso se evidencia pelo cumprimento rigoroso dos marcos processuais: 28/02/2025 – Prisão em flagrante convertida em preventiva (Audiência de Custódia)18/03/2025 – Recebimento da denúncia18/08/2025 – Sentença de pronúncia27/11/2025 – Sessão do Júri Crime e investigação O feminicídio ocorreu na madrugada de 27 de fevereiro de 2025, no bairro São Jorge, em Caracaraí. Conforme apurado no processo, a vítima sofreu asfixia mecânica e agressões físicas motivadas por ciúmes e menosprezo à condição de mulher. Após o crime, o autor tentou fugir e foi preso ainda no mesmo dia, ao ser localizado pela Polícia Militar quando tentava deixar o estado.

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Projeto Maria Vai à Escola completa 10 anos e reforça compromisso com a proteção das crianças

O projeto Maria Vai à Escola completou 10 anos de atuação e nesta terça-feira, 2, reuniu alunos, educadores e autoridades para celebrar essa trajetória de transformação e enfrentamento à violência doméstica. A cerimônia ocorreu no auditório da Escola Municipal Nara Ney e contou com apresentações musicais, exibição de um vídeo institucional e entrega de certificados aos estudantes da Escola Municipal Laucides Oliveira — a primeira a receber o programa, em 2015. A iniciativa é uma parceria entre o Tribunal de justiça de Roraima (TJ-RR) e a prefeitura, que ao longo de uma década, alcançou 5.446 alunos do 5º ano em 34 escolas da Rede Municipal, consolidando-se como referência nacional na promoção da cultura de paz, do respeito e da igualdade de gênero entre crianças de 10 e 11 anos. Projeto transforma vidas e fortalece famílias A juíza Suelen Alves, da Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Doméstica do TJ-RR, reforçou a importância da parceria institucional e os resultados que o projeto alcançou ao longo da década. “Nosso objetivo é levar às crianças noções de igualdade, cultura de paz, respeito à mulher e às relações familiares. Hoje certificamos cerca de 200 estudantes que participaram das aulas desenvolvidas pelas nossas ‘Marias’, professoras cedidas pelo município para esse trabalho tão importante”, disse. Alejandro Antônio, 11 anos, contou que agora se sente mais preparado para identificar e agir diante de casos de violência doméstica. “Achei muito útil, pois se vermos qualquer tipo de violência doméstica, a gente sabe o que fazer. O que mais me chamou atenção foi aprender sobre os cinco tipos de violência. Sempre conversava com meus pais sobre o que aprendi e eles acharam muito importante”, disse. Como funciona o projeto? Instituído em 2015 por meio de um Termo de Cooperação Técnica entre o TJ-RR e a Prefeitura de Boa Vista, o projeto utiliza uma abordagem educativa e preventiva voltada a estudantes do 5º ano, faixa etária considerada estratégica para trabalhar valores como empatia, respeito, cidadania e justiça social. A proposta é estruturada em seis aulas temáticas, com duração de uma hora cada, duas vezes por semana. Os conteúdos incluem: Igualdade de gênero Direitos humanos Convivência familiar

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