7 de março de 2026 15:43

novembro 13, 2025

Opinião

Irmão de Denarium concorda com deputado que pediu demissão de Cecilia Lorenzon

O debate político em Roraima ganhou um novo capítulo após o irmão do Governador Antonio Denarium, Orcini Garcia, demonstrar apoio público ao Deputado Estadual Cláudio Cirurgião (União) em comentário no instagram. Nos comentários de um vídeo em que o parlamentar critica a postura do Governador e cobra mais firmeza do Executivo estadual diante de questões internas do governo, como a demissão da Secretária Cecília Lorenzon, Orcini respondeu com um simples, mas simbólico “Concordo”. O registro, feito no Instagram, foi compartilhado pelo próprio deputado, que agradeceu o apoio e reforçou a necessidade de “convencer o governador a tomar atitude”. A manifestação ocorre em meio ao contexto político marcado por desgastes recentes envolvendo aliados do governador. O Deputado Cláudio Cirurgião disse que tomaria providências caso a titular da pasta não fosse exonerada. “Honre seu cargo de Governador e tome providências”.

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TJRR arquiva inquérito contra ex-comandante da PM citado no Caso Surrão

O desembargador Ricardo Oliveira, do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), determinou o arquivamento do inquérito policial que investigava o chefe da Casa Militar, coronel Miramilton Goiano de Souza, por suposta ligação com o chamado Caso Surrão. A decisão, datada de 30 de outubro, atendeu a um pedido do procurador-geral de Justiça, Fábio Stica, que apontou ausência de indícios mínimos para a abertura de ação penal. O nome de Miramilton foi mencionado durante depoimento do capitão da Polícia Militar (PMRR), Helton Jhon da Silva de Souza, suspeito de envolvimento no assassinato dos agricultores Jânio Bonfim de Souza, 57 anos, e Flávia Guilarducci, 50 anos, ocorrido em 2024. À época, Miramilton era comandante-geral da corporação e, portanto, tinha foro privilegiado. No depoimento prestado à Polícia Civil, Helton Jhon afirmou que, no dia do crime, teria informado Miramilton sobre o duplo homicídio e recebido orientação para se desfazer do celular. O coronel teria, segundo o capitão, pedido apenas que não se entregasse às autoridades. Miramilton negou todas as acusações e declarou ter ficado “surpreso” com as declarações. Disse que a ligação ocorreu apenas dias depois do crime e que o suspeito não confessou envolvimento nos assassinatos. Também negou ter recomendado o descarte do celular e afirmou que, assim que o áudio do crime veio a público, defendeu que o capitão se apresentasse à polícia para esclarecer os fatos. Em depoimento posterior, o coronel relatou que o próprio Helton, por meio de seu advogado, pediu perdão e admitiu ter mentido sobre a ligação como estratégia de defesa. Parecer do Ministério Público O procurador-geral de Justiça, Fábio Stica, avaliou que não havia elementos que comprovassem a prática de crime por parte do coronel. Em seu parecer, ressaltou que os depoimentos de Helton apresentavam contradições e não sustentavam a acusação. “Não foi possível delimitar indícios mínimos da ocorrência de ilícito penal na conduta de Miramilton”, afirmou Stica. “Apesar de Helton ter mencionado a ligação telefônica, o fato é isolado e insuficiente para enquadrar o investigado em qualquer tipo penal.” Decisão judicial Com base no parecer do Ministério Público, o desembargador Ricardo Oliveira decidiu pelo arquivamento do caso, destacando que não há elementos que justifiquem a continuidade da investigação ou a instauração de ação penal contra o chefe da Casa Militar. Situação dos demais envolvidos O processo principal que apura o duplo homicídio segue em andamento. Quatro pessoas são rés por suspeita de envolvimento nas mortes dos agricultores: Caio de Medeiros Porto e Deivys Jesus Mundarains Vegas, que continuam foragidos, além de Helton Jhon da Silva de Souza e Jhonny de Almeida Rodrigues, que já foram presos durante a investigação, mas atualmente respondem em liberdade.

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OPERAÇÃO MI5 – PF desarticula estrutura de garimpo ilegal em terra indígena

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 13, a Operação MI5, com foco na desarticulação de estrutura de apoio ao garimpo ilegal na Terra Yanomami. A investigação revelou uma possível rede de abastecimento de combustíveis, transporte de insumos e escoamento de minérios oriundos de áreas de garimpo clandestino em Roraima no período de 2019 a 2023. Análises financeiras e vínculos empresariais indicaram movimentações supostamente incompatíveis com rendas declaradas, sugerindo lavagem de capitais e uso de empresas para dissimular lucros. Foram cumpridos dois mandados de busca, apreensão e sequestro de bens, com bloqueio superior a R$ 14 milhões em recursos, imóveis, veículos e ativos financeiros.

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Roraima e a escolha de 2026: entre promessas, poder e a memória de quem fez

As eleições de 2026 em Roraima prometem ser uma das mais acirradas e complexas da história recente do estado. No tabuleiro político, quatro nomes despontam para disputar o Governo: Teresa Surita (MDB), Edilson Damião (Republicanos), Soldado Sampaio (Republicanos) e Mecias de Jesus (Republicanos). A multiplicidade de nomes ligados ao mesmo partido levanta uma questão inevitável: qual projeto, de fato, representa o futuro que os roraimenses esperam? De um lado, Teresa Surita, ex-prefeita de Boa Vista, carrega uma imagem consolidada de gestora eficiente. Seu histórico à frente da capital é frequentemente lembrado pela população, especialmente pelas obras estruturantes, pela humanização dos serviços públicos e pela forma como modernizou a cidade, transformando-a em referência nacional em urbanismo e políticas sociais. Teresa representa, para muitos, a lembrança de uma gestão que funcionava, em contraste com o atual cenário de promessas políticas e desconfiança generalizada. Do outro, surgem nomes como Edilson Damião, Soldado Sampaio e Mecias de Jesus, todos ligados ao mesmo grupo político, o Republicanos, legenda que, por sua vez, busca se manter no poder e consolidar sua influência no estado, e tem feito isso de norte à sul. A presença de três possíveis candidatos do mesmo partido evidencia tanto uma disputa interna por protagonismo quanto uma tentativa de testar a força eleitoral do grupo. Mas, no fim, a dúvida que fica é: há projetos distintos entre eles ou apenas diferentes rostos para o mesmo discurso político? Sampaio à frente da Assembleia Legislativa mostrou empenho somente agora no final de mandato nos projetos sociais desenvolvidos pelo poder legislativo estadual, e foram poucas as vezes que se colou oposto ao Governador Antonio Denarium (PP). Isso significa que apesar da harmonia entre poderes ser algo normal, também parece que há um desleixo na fiscalização. Ou seja, na campanha, será que Sampaio vai poder olhar nos olhos da população e dizer que fiscalizou a Saúde? Deu continuidade à CPIs? Que chegou a levantar todos os gargalos de infraestrutura e educação dos municípios do estado? Mecias, apesar de insistir junto com outros senadores de serem os pais (de maneira individual) do Linhão de Tucuruí, ainda não mostrou algo que ficou muito marcado em sua carreira política. Quando as pessoas falam em Mecias de Jesus, elas lembram de algum grande feito? E Damião? Claro que o cargo de Vice-Governador acumulado com uma pasta ainda não dá a evidência necessária que ele deveria ter como político. Mas tendo inexperiência, processos de Cassação e o silêncio sobre as mazelas do Estado, será que vai convencer o eleitor? Este mesmo, o eleitor roraimense, cansado de escândalos, cassações e promessas recicladas, quer mais do que alianças momentâneas. Quer resultados palpáveis. Quer sentir novamente que o Governo trabalha para o povo e não para a perpetuação de poder ou interesses pessoais. Em 2026, o voto de cada roraimense será mais do que uma escolha entre nomes. Será um recado sobre que tipo de política o estado quer continuar construindo: a da força e dos acordos, ou a da gestão e dos resultados. A pergunta que fica é simples, mas essencial: quem realmente representa o futuro que Roraima merece?

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