7 de março de 2026 15:42

novembro 9, 2025

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Comunidade Truaru da Cabeceira recebe alevinos para produção autossustentável

A comunidade indígena Truaru da Cabeceira recebeu os alevinos por meio do projeto de piscicultura Moro-Morí. A iniciativa da prefeitura contempla a escavação dos tanques, disponibilizando equipamentos para tratamento e controle da qualidade da água, biometria dos peixes e ração durante todo o ciclo até a despesca, oferecendo condições para que os integrantes deem continuidade à produção. Todas as 17 comunidades indígenas serão atendidas, sendo 13 na região do Baixo São Marcos e 4 na região do Murupu. Na Truaru da Cabeceira são 24 famílias beneficiadas, que recebem capacitação e assistência técnica para compreender as tabelas de alimentação, horários e quantidade de ração, além de análise das condições da água e verificação contínua do crescimento dos peixes. O projeto é executado pela Secretaria Municipal de Agricultura e Assuntos Indígenas (SMAAI). A escavação é feita durante o verão, que é o momento ideal para a preparação dos tanques, garantindo que eles estejam bem estruturados e futuramente, na época do inverno, retenham a água. Segundo o técnico da SMAAI responsável pelas comunidades indígenas, Ariosto Aparecido, a prefeitura fornece os produtos necessários e equipamentos de manejo para a criação dos peixes. “O diferencial está na participação direta das comunidades. Fornecemos a ração e os alevinos, promovendo aprendizado e autonomia aos participantes. O objetivo final é que, com o conhecimento adquirido, ampliem a produção e melhorem o acesso ao peixe, especialmente em locais mais distantes dos rios”, disse.

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Justiça suspende “Forró Alegre 2025” e barra uso de dinheiro em festas

A Justiça decidiu suspender o Festival Forró Alegre 2025 e proibir o uso de recursos públicos em eventos festivos enquanto persistirem problemas estruturais nos serviços essenciais do município de Alto Alegre. A decisão é assinada pela juíza Sissi Marlene Dietrich Schwantes, da Vara da Fazenda Pública de Alto Alegre no dia 8, deste mês. Ela então atende a um pedido do Ministério Público de Roraima (MPRR) em ação civil pública movida contra o Governo de Roraima, o município de Alto Alegre e o prefeito Wagner de Oliveira Nunes (Republicanos). De acordo com o documento, a festa aconteceria nos dias 13, 14 e 15 de novembro. Dessa forma, ela custaria aos cofres públicos R$ 1,5 milhão, sendo que R$ 300 mil seria para uma banda como atração principal. ‘Gasto desproporcional‘ A magistrada considerou o gasto “irrazoável e desproporcional”, diante das deficiências nos serviços de saúde, educação e infraestrutura que o município apresenta. “Um gasto milionário (literalmente) em festa, em uma cidade com hospital sucateado, e todos os demais serviços públicos capengas, é considerado irrazoável e desproporcional”, diz trecho do documento da Justiça. Do mesmo modo, o MPRR argumentou que o evento repete o mesmo padrão de irregularidades já identificado no “Festival do Sucuba”, que também teve o cancelamento pela Justiça. O órgão sustentou que a Prefeitura e o Governo ignoram decisões judiciais. Além disso, continuam investindo em festas, mesmo com estradas precárias, escolas em mau estado, falta de professores e deficiências na rede de saúde. A Decisão Como resultado, a Prefeitura de Alto Alegre, bem como o Governo do Estado, devem se abster de de destinar recursos públicos (sejam próprios, de convênio ou de emendas) para realização de eventos festivos. É que de acordo com a análise da juíza, o município e o Estado ainda não solucionaram problemas antigos de infraestrutura. A Justiça cita como exemplo a rodovia RR-205, principal ligação entre Alto Alegre e a capital. Segundo a magistrada, já existe uma ação civil pública anterior que obriga o Estado a realizar reparos na estrada. Mas “quase nada foi feito, mesmo após o governo ter sido citado”. A decisão ressalta, inclusive, que pessoas morreram na rodovia. O que reforça o cenário de abandono e a inversão de prioridades por parte do poder público. Em caso de descumprimento, a Justiça estabeleceu multa diária de R$ 100 mil ao Prefeito do município e também ao Governador Antonio Denarium (PP). Relembre No último dia 3, uma denúncia acionou o Ministério Público de para pedir o cancelamento do evento Forró Alegre. Para justificar a medida, o vereador Kiko Melo, autor do ofício enviado ao órgão, considerou “o grave quadro de crise financeira e desorganização da gestão pública municipal, o que inviabiliza gastos dessa natureza em detrimento dos serviços essenciais à população.” O documento, explica que, em abril deste ano, a Justiça cancelou o show da artista Solange Almeida por quase R$ 500 mil. Isso porque os serviços essenciais encontravam em precariedade no município. Por Roraima Em Tempo

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STF julgará 10 réus acusados de participação na trama golpista

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar, nesta terça-feira (11), dez réus acusados de participação na trama golpista. De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), os réus integram o chamado núcleo 3, formado principalmente por militares. O grupo teria participado de ações como monitoramento e planejamento de ataques contra autoridades. O colegiado vai decidir se o grupo deve ser absolvido ou condenado. Se os acusados forem absolvidos, o processo será arquivado. Caso sejam condenados, cada um receberá pena proporcional ao nível de participação nas ações ilegais. O núcleo é formado por dez réus:general Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira; tenente-coronel Hélio Ferreira Lima; tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira; tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo; Wladimir Matos Soares, agente da Polícia Federal; coronel Bernardo Romão Corrêa Netto; coronel Fabrício Moreira de Bastos; coronel Marcio Nunes de Resende Júnior; tenente-coronel Sérgio Cavaliere de Medeiros; e tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior. Texto: Fernanda Vivas

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Banco Central estuda evitar ‘rotativo’ no PIX parcelado; regras devem sair em novembro

O Banco Central está estudando impedir a “rotativação” no parcelamento de empréstimos por meio do PIX, ferramenta de transferência de recursos da autoridade monetária, informou nesta semana o chefe-adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro da instituição, Breno Lobo. O parcelamento por meio do PIX já é ofertado por várias instituições financeiras, uma linha de crédito formal, mas o BC pretende padronizar as regras — o que facilitará seu uso pelo consumidor e tende a favorecer a competição entre os bancos. Após atrasos, Lobo informou que a regulamentação deve sair em novembro.“Uma das coisas que estão sendo discutidas é proibir a ‘rotativação’ no PIX parcelado. Ou seja, contratei lá dez operações de PIX parcelado. Chegou no fim, não consegui pagar tudo e inadimpli. O banco não pode mais me ofertar PIX parcelado até que eu pague o que eu estou devendo para justamente evitar esse ‘empilhamento’ do crédito”, afirmou Breno Lobo, do BC. Durante evento da Associação Brasileira de Direito e Economia (ABDE) sobre segurança digital, ele explicou que o BC não quer trazer a experiência do cartão de crédito para o PIX. “O cartão de crédito tem muitas coisas positivas, mas uma das coisas que tem efeitos negativos sobre endividamento da população é questão da ‘rotativação’ do cartão de crédito. A gente não quer trazer para dentro do PIX isso. É uma das linhas que está sendo discutida no BC”, acrescentou Breno Lobo. No cartão de crédito rotativo, a cobrança de juros é acionada no momento em que os consumidores não pagam o valor total da fatura. Essa é a linha de crédito mais cara do mercado financeiro, com taxa média de 15% ao mês em setembro deste ano, muito acima do cheque especial (7,6% ao mês) e do consignado (3% ao mês para o setor privado). Apesar de buscar evitar o que ele chamou de “rotativo” no PIX parcelado, Breno Lobo, do BC, explicou que os bancos poderão cobrar mais juros (além daqueles contratados no momento da abertura do crédito) no PIX parcelado no caso de inadimplência. “A gente vai regulamentar, trazer regras de transparência. O que acontece se eu inadimplir, se não pagar o montante total, qual a multa, o juros que vai incidir”, disse o representante do Banco Central. Texto: Alexandro Martello

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