7 de março de 2026 15:42

outubro 1, 2025

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PF prende 03 pessoas com R$ 510 mil em Roraima

Suspeitos foram autuados por lavagem de dinheiro e associação criminosa Boa Vista/RR – A Polícia Federal em Roraima prendeu três pessoas em flagrante nesta terça-feira (30/09) após o monitoramento de denúncia e abordagem dos conduzidos que estavam na posse do numerário em espécie. Na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal, os suspeitos foram ouvidos, atuados em flagrante e apreendido o numerário, que totalizou R$ 510.272,00 (quinhentos e dez mil, duzentos e setenta e dois reais). A investigação preliminar aponta que os recursos sacados têm provável origem em desvios de recursos públicos. Texto: Comunicação Social da Polícia Federal em Roraima

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Brasil e Mundo

Roraima em último no ranking de transparência

Um levantamento da Transparência Internacional revelou deficiências sérias na divulgação de dados por parte dos governos estaduais sobre a destinação de emendas parlamentares e a execução de obras públicas. A análise, presente na edição 2025 do Índice de Transparência e Governança Pública (ITGP), indica que apenas Acre, Minas Gerais e Distrito Federal prestam contas completas sobre o uso de recursos via emendas estaduais. O Governo de Roraima aparece na 26ª posição entre os 27 estados brasileiros no Índice. Com 48,2 pontos, o estado recebeu conceito “Regular”, ficando à frente apenas do Amapá, último colocado com 46,9 pontos. O levantamento avalia exclusivamente os Poderes Executivos estaduais e o Distrito Federal, medindo o nível de transparência e governança de cada governo. O levantamento avaliou dimensões como marcos legais, plataformas digitais, administração e governança, transparência financeira e orçamentária, além de transformação digital e participação social. Em todas essas áreas, Roraima apresentou fragilidades relevantes. Na parte legal, o estado até possui norma que regulamenta a Lei de Acesso à Informação, mas não tem plano de dados abertos, regulamentação completa da LGPD, nem normas específicas sobre proteção ao denunciante, integridade ou combate à corrupção. No campo das plataformas digitais, o portal da transparência existe, mas há falhas na disponibilização de dados abertos e ausência de relatórios periódicos de ouvidoria e e-SIC. Isso compromete o acesso do cidadão a informações atualizadas. Em governança administrativa, Roraima não divulga agendas do governador e secretários, não apresenta informações da Comissão de Ética e não possui plano de metas quadrienal nem relatórios claros sobre a execução do Plano Plurianual (PPA). Na transparência financeira, o desempenho foi um dos mais baixos. O estado não publica, em formato aberto, salários nominais de servidores, verbas indenizatórias, receitas, despesas e incentivos fiscais. Sem esses dados, o controle social sobre o uso do dinheiro público fica limitado. Por fim, na dimensão de transformação digital e participação, o estado carece de ferramentas acessíveis e canais de engajamento mais eficazes com a sociedade civil. Segundo a Transparência Internacional, o objetivo do ITGP é estimular boas práticas, reconhecer avanços e pressionar governos a corrigirem deficiências. No ranking, estados como Espírito Santo, Goiás e Minas Gerais aparecem no topo com conceito “Ótimo”, enquanto Roraima está entre os que mais precisam avançar em transparência. Por O Caburaí

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Passageiros enfrentam problemas em voos, mas evitam a Justiça, revela levantamento do Ministério Público

Viajar de avião no Brasil segue sendo uma experiência marcada por contratempos. No entanto, ao contrário do que muitas empresas aéreas sugerem, os consumidores estão longe de recorrer à Justiça de imediato. Essa é a principal conclusão de uma pesquisa inédita da Associação Nacional do Ministério Público do Consumidor (MPCON). O levantamento, realizado entre 12 e 25 de agosto de 2025, ouviu 986 passageiros em 19 aeroportos do país. As entrevistas foram feitas presencialmente, logo após as viagens e buscou evitar distorções de memória e garantir a precisão dos relatos. No Aeroporto Internacional de Boa Vista, a pesquisa foi realizada entre 12 e 14 de agosto, contando com a participação do Promotor de Justiça de Defesa do Consumidor, Adriano Ávila, em parceria com representantes de outros órgãos de defesa do consumidor em Roraima, o que conferiu credibilidade ao trabalho. A maioria não aciona a Justiça Os dados mostram que os problemas são recorrentes: 472 passageiros entrevistados relataram ter enfrentado falhas em voos desde 2023. Destes, mais de 80% não chegaram a entrar com ações contra as companhias aéreas. A pesquisa do MPCON buscou medir a proporção entre os problemas vividos pelos passageiros e o acionamento judicial desses conflitos. O objetivo era entender como o consumidor reage às dificuldades. Grande parte dos passageiros que buscaram os tribunais tentou, antes, resolver a questão de outras formas, como diretamente com as empresas ou por meio dos órgãos de defesa do consumidor. Quando os casos chegam à Justiça, a maioria dos consumidores consegue o reconhecimento de seus direitos. Quase 30% (29,7%) dos passageiros que processaram relataram vitória em todos os processos. Outros 15,1% disseram ter tido mais resultados favoráveis do que desfavoráveis. Apenas cerca de 10% afirmaram ter perdido integralmente as ações. Vale notar que 36% ainda aguardam o andamento dos processos. Segundo o Promotor de Justiça, Adriano Ávila, esses dados revelam a baixa disposição do consumidor em judicializar as questões advindas de problemas com as companhias aéreas, porém, revela significativa insatisfação com os serviços prestados por elas. Para os organizadores do trabalho, a pesquisa é uma radiografia importante para reforçar a necessidade de que as empresas assumam sua responsabilidade e aprimorem o atendimento prestado aos passageiros. Texto: Yano Gomes

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