7 de março de 2026 15:42

julho 23, 2025

Brasil e Mundo

Sem verba, MEC adota ‘compra escalonada’ de livros e foca em português e matemática para 2026

Os alunos do 1º, 2º e 3º ano do ensino fundamental da rede pública só deverão receber livros novos de português e matemática no início do ano letivo de 2026. O motivo é a falta de verba do Ministério da Educação (MEC) para a compra de materiais didáticos. Os demais alunos da educação básica (ensinos fundamental e médio) também devem ser afetados com atraso na entrega dos materiais. Nos anos finais do ensino fundamental, estudantes podem receber com atraso a reposição dos livros. Já os livros de alunos e professores de ensino médio — que precisam ser reformulados para seguir as diretrizes do novo ensino médio — deverão ser comprados em duas partes, o que também pode gerar demora na entrega. O alerta foi feito pela Associação Brasileira de Livros e Conteúdos Educacionais (Abrelivros), que foi avisada pelo MEC sobre a compra parcial dos livros necessários para 2026. MEC: compra escalonadaProcurado pelo g1, o MEC se pronunciou por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), ente responsável pela compra, distribuição, remanejamento e logística dos materiais e livros didáticos da rede pública por meio do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD). O FNDE disse em nota que é um “cenário orçamentário desafiador”, e que foi traçada uma estratégia de compra escalonada começando por Língua Portuguesa e Matemática, mas a compra dos livros das demais áreas deve ser feita posteriormente. A nota diz ainda que o material da EJA está garantido, e que “estratégias para o Ensino Médio serão definidas na sequência.” Como deve ficar na práticaDe acordo com a Abrelivros, o que deve acontecer na prática é: 1º a 3º anos do ensino fundamental: alunos só receberão os novos livros de português e matemática. 4º e 5º anos do ensino fundamental: alunos receberão os novos livros de português e matemática, e devem receber livros reutilizados para as outras disciplinas. 6º a 9º ano do ensino fundamental: alunos receberão algumas reposições de livros de português e matemática, mas não deve haver reposição de livros das outras disciplinas. 1º a 3º ano do ensino médio: 60% das escolas e/ou dos alunos receberão novos livros com base no novo Ensino Médio no início do ano; os demais 40% podem receber os livros apenas em junho. Pouca verba e poucos livrosA Abrelivros defende que a quantidade de livros encomendada não atende às necessidades das redes. Para o ensino fundamental, foram pedidos 26 milhões de livros de apenas duas disciplinas: português e matemática. Para ensino médio, a entidade prevê que serão necessários cerca de 80 milhões de livros. O pedido ainda não foi feito, mas pela falta de verba, deve ser dividido em duas tiragens: 60% para ser entregue no começo do ano letivo de 2026, e 40% para ser entregue após o início das aulas, provavelmente em maio ou junho. A Abrelivros também declarou que o orçamento aprovado para a compra dos materiais didáticos é de cerca de R$ 2 bilhões. Para atender toda a demanda de livros para as etapas regulares, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Programas Literários, seria necessário, pelo menos, mais R$ 1 bilhão. Íntegra da nota do FNDEConsiderando o cenário orçamentário desafiador e a importância inequívoca de manutenção do PNLD para a Educação pública do Brasil, o FNDE adotou a compra escalonada como estratégia para o ensino fundamental, atendendo a uma demanda das redes de ensino e em consonância com a avaliação das equipes pedagógicas do programa, começando pelas áreas de Língua Portuguesa e Matemática, e complementando posteriormente com obras das demais áreas. As compras para a EJA, cuja licitação está em fase final, estão garantidas. As estratégias para o Ensino Médio serão definidas na sequência. Texto: Emily Santos, g1

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Boa Vista debate futuro da construção civil em workshop sobre sustentabilidade

Evento reuniu profissionais do setor, além de autoridades, acadêmicos e especialistas A Prefeitura de Boa Vista promoveu nesta terça-feira, 22, o Workshop de Construções Sustentáveis, no salão nobre da Reitoria da Universidade Federal de Roraima (UFRR). O evento reuniu profissionais da construção civil, autoridades, acadêmicos e especialistas para discutir práticas sustentáveis e inovações que estão transformando o setor. “Boa Vista já se destaca por seu planejamento urbano com ruas largas, arborizadas e tem potencial para crescer de forma organizada e ambientalmente responsável. Queremos estimular estudantes e profissionais da construção civil a buscarem certificações e aplicarem soluções sustentáveis em seus projetos”, destacou o secretário municipal de Meio Ambiente, Sandro Barbot. O palestrante do evento foi Felipe Augusto Faria, CEO do Green Building Council Brasil (GBC Brasil) que representa o selo internacional LEED, referência global em construções sustentáveis. Ele apresentou estratégias que contribuem para obras mais eficientes e ambientalmente responsáveis. “Sabemos que, ao longo de 50 anos, apenas 15% do custo de uma edificação está na construção. Os outros 85% estão na operação e manutenção. Por isso, investir em eficiência energética e no uso racional da água gera economia para quem utiliza o espaço, além de conforto térmico, acústico e luminoso”, explicou Felipe. O especialista ainda ressaltou que, em tempos de mudanças climáticas, é essencial que as construções estejam preparadas para eventos extremos, como ondas de calor, frio e enchentes. Além disso, o Brasil, por sua vocação e forma de construir, tem um desempenho melhor em emissão de carbono do que países como EUA, China e Europa. “O movimento por construções sustentáveis é global e crescente. O Brasil é o 5º país com mais empreendimentos certificados internacionalmente, com cerca de 3 mil projetos e 70 milhões de m². Isso também abre oportunidades promissoras para jovens que atuam com soluções sustentáveis na construção civil”, contou. Felipe destacou ainda que Boa Vista já é referência por seu planejamento urbano e tem potencial para crescer de forma organizada e ambientalmente responsável. “Investir em eficiência energética é mais rápido e menos custoso do que ampliar a produção de energia. A cidade já tem boas práticas e pode avançar ainda mais com certificações como o LEED”, afirmou. A estudante de Arquitetura e Urbanismo da UFRR, Karen Costa, comemorou a oportunidade de aprofundar o tema fora da sala de aula. “Ter acesso a especialistas e entender como aplicar essas soluções, na prática, é essencial. Quero levar esse conhecimento para meus futuros projetos”, disse. Boa Vista já adota ações sustentáveis no dia a dia A capital já vem implementando várias ações sustentáveis, como a substituição da iluminação pública por lâmpadas de LED, o uso de energia solar em prédios públicos e a instalação de ecopontos para descarte consciente de resíduos. Boa Vista ainda aposta em áreas verdes e no incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte. O Parque do Rio Branco é um dos símbolos dessa transformação, com ciclovias, quadras, áreas de lazer e a “Selvinha Amazônica”, destacando que é possível aliar urbanismo, qualidade de vida e preservação ambiental. Texto: SEMUC

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AGROBV 2025 – Campo Experimental é vitrine de inovação no maior evento do agro de Roraima

Há poucos dias do maior evento da agro de Roraima, a AgroBV, o campo experimental do Centro de Difusão Tecnológica (CDT), localizado na região do Bom Intento, zona rural de Boa Vista, segue com as culturas em desenvolvimento para exposições. Neste ano, o evento ocorre de 31 de julho a 3 de agosto, atraindo milhares de pessoas. Os talhões contam com 16 cultivares de soja, 21 híbridos de milho, duas espécies de sorgo e duas de girassol, além de batata-doce e macaxeira. Para o prefeito Arthur Henrique, os plantios no campo experimental são um importante mecanismo para o desenvolvimento da agricultura no estado, contribuindo para que trabalhadores no campo reduzam custos operacionais. “O campo experimental é um verdadeiro laboratório a céu aberto, onde ciência e prática se encontram para transformar a realidade do produtor rural. É aqui que testamos novas tecnologias, adaptamos culturas ao nosso clima e capacitamos agricultores com conhecimento técnico de qualidade. E todo esse investimento da prefeitura estará disponível na AgroBV”, disse. Referência em ciência, tecnologia e sustentabilidade no Agro Plantio de culturas no Centro de Difusão Tecnológica (CDT) representa uma iniciativa que une ciência e sustentabilidade. Além de contribuir para a pesquisa agrícola e a promoção de técnicas inovadoras de cultivo, o centro desempenha um papel fundamental, incentivando a valorização da agricultura. Implantado em 2018, o local funciona como um banco de dados para tomadas de decisões técnicas. Além de cultivares como soja, milho, sorgo, girassol, dentre outras, o campo experimental também recebe plantio de hortifrúti. Técnicas e culturas adquiridas nos canteiros são apresentadas no “Dia de Campo em Hortifrúti” e contribuem para o cultivo de produtos com mais qualidade que serão destinados à mesa das famílias roraimenses. Durante o ano todo ocorrem testes no local. Por ser referência em pesquisa e desenvolvimento, o CDT recebe constantemente visita de acadêmicos, produtores e empresários do setor do agro de outras regiões que vêm interessados em conhecer os cases de sucesso aplicados em Boa Vista, os investimentos da prefeitura no setor e a distribuição dos insumos voltadas à agricultura familiar. Recentemente, uma comitiva composta por 30 estudantes e quatro professores do curso de Geografia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) esteve no centro. Na ocasião, puderam conheceram os projetos em andamento, voltados para o desenvolvimento de técnicas modernas de cultivo, com foco na sustentabilidade e na valorização da agricultura familiar. O grupo também teve acesso às instalações e aos equipamentos utilizados. Investimentos constantes Um dos pilares da segurança alimentar e do desenvolvimento sustentável, a agricultura familiar recebe constantes investimentos da Prefeitura de Boa Vista ao longo dos anos. Com políticas públicas voltadas para o trabalho do campo, a atual gestão investiu mais de R$ 62 milhões no setor, fortalecendo a economia local, gerando emprego e renda na capital roraimense. Texto: Jaqueline Pontes

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